Avaliação: a palavra aos formandos

Cerca de 90 dos 100 docentes que participaram na oficina de formação “Práticas pedagógicas com os media e acerca dos media” consideraram que os conteúdos (93%) e as metodologias (97%) foram adequados, perceberam melhor o funcionamento dos media (95%), pelo que a formação foi útil na sua atividade letiva (90%) e nas práticas com os alunos (92%).
Os docentes valorizaram ainda positivamente as instalações (90%) e o desempenho dos formadores (98%). Os dados foram recolhidos através de questionário (sete questões fechadas e três abertas) e, da sua análise emergiram três ideias-chave:
COLABORAÇÃO – Os docentes destacaram “a troca de experiências entre realidades profissionais distintas” (P70, Faro), o “apoio mais direto [de jornalistas] aos alunos” (P35, Lisboa), “a troca de experiências entre escolas” (P62, Évora) e “o trabalho colaborativo entre as salas de aula e a biblioteca escolar” (P32, Águeda);
CONTINUIDADE – De acordo com os docentes, a oficina de formação e o projeto contribuíram par aa continuidade de disciplinas, como a “Literacia dos Media”, e de “projetos existentes” (P11, Porto), mas também da ligação entre a escola e a comunidade, através “do jornal e da rádio” escolares (P24, Águeda) e o reforço da “cultura da escola” (P79, Porto).
SUSTENTABILIDADE – Consideraram os docentes que a oficina de formação deve “ser replicada em todas as cidades” (P19, Águeda), os projetos devem contar com a “colaboração periódica dos jornalistas” (P39, Lisboa), com mais recursos e “conteúdos aprofundados” (P51, Lisboa), sendo crucial “um apoio efetivo e eficaz da direção [da escola]” (P81, Faro).

Alguns projetos segundo os alunos

“Ficámos mais desconfiados e mais atentos”, garantiram Rui Ribeiro e Rui Mendes, do AE do Cerco (Porto), que apostou num projeto sobre desinformação, tal como o fez o AE Afonso de Albuquerque (Guarda), que João Costa e Sara Lino consideraram “uma oportunidade espetacular”. No AE Laura Ayres (Quarteira), alunos e docentes aprenderam a identificar ‘fake news’, pois “muitos não sabem o suficiente para o fazer”, garantiu Nicoleta Manoli.
Iris Sequeira e Tiago Torres, do AE Santa Bárbara (Fânzeres), produziram notícias para o blogue da escola, com cuidado: “Como sabíamos que a notícia ia ser lida, não só pelos professores, mas também pelos pais, não pudemos inventar nada”. Quem inventou, mas o jornal “Ria Azul”, no AE João da Rosa (Olhão), foi o 7º B, do qual Iara Baptista e Sara Paulo destacam “o espírito de entreajuda da redação”.
Entreajuda foi a palavra-chave no documentário sobre indisciplina produzido pelos AE de Évora (nº2), Elvas (nº2) e Cuba, que Catarina Vargens e Maria S. Pedro esperam ver na Cuba TV, pois “vamos continuar este projeto”. Para continuar estão os podcasts e os videoblogues no AE de Azeitão, garantem Francisco Barão e Alexandre Rosa, pois as tarefas “ajudam a fazer trabalhos para outras disciplinas”.
Disciplina é regra para Maria Botelho, Mariana Rocha e colegas do AE da Caparica, que criaram uma página Instagram gerida através de um grupo WhatsApp e “ainda tem muito para crescer”. Quem cresceu foram os alunos do 12º Ano do AE de Oliveira do Bairro, então já no Superior. Criaram o podcast ‘Radiolendo’ e passaram mensagem nas 11 escolas do agrupamento. E foi esta a mensagem breve de nove dos cerca de 30 projetos desenvolvidos em 40 escolas.

NOVIDADES

A 16 de setembro de 2019, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, realizou-se o encontro para apresentar o balanço do projeto-piloto, realizado no ano letivo 2018/19, com a participação de responsáveis políticos e operacionais, formadores, formandos e alunos. (Veja o programa)

PORTFÓLIO E APRESENTAÇÕES